Começar a Figo é, ao mesmo tempo, um déjà‑vu da minha trajetória e um salto para algo ainda maior: a chance concreta de transformar décadas de aprendizado em um negócio com potencial real e explosivo para se tornar um unicórnio brasileiro. Recomeçar, para mim, nunca foi voltar ao zero, mas avançar a partir das cicatrizes e conquistas que construí ao longo da jornada, como conto em meu livro “Amor pra Recomeçar”.
Sempre digo que cada empresa que criei deixou uma marca e um aprendizado que hoje desembocam na Figo. Hoje enxergo com muita clareza que tudo está conectado: tudo o que construí e de que participei sempre teve, no centro, tecnologia, varejo, fidelização e meios de pagamento. Sinto uma serenidade mais madura neste recomeço, porque acredito demais no potencial que eu e todos que hoje caminham comigo nesse novo negócio temos para construir algo realmente transformador. Tive o privilégio e a oportunidade de erguer empresas do nada e conduzi-las a saídas relevantes com grandes corporações, e é justamente por isso que sei que agora o jogo é ainda mais estratégico. A Figo não nasce apenas como mais um negócio, mas como a síntese de uma tese de vida: usar inovação para destravar valor real para lojistas, indústrias e consumidores.
Iniciar a Figo me devolve aquela mistura única de frio na barriga e brilho nos olhos que só um novo negócio é capaz de provocar, e é justamente essa emoção que me lembra por que escolhi ser empreendedor. Existe uma alegria quase física em ver uma ideia sair do papel, virar produto, entrar na loja física e levar na prática, que uma idéia pode resolver dores antigas como ruptura, limitação de mix e falta de capital de giro, dores latentes de qualquer varejista.
Estamos prontos para ver cada loja sendo integrada, cada indústria conectada e cada teste e venda acontecendo via Figo Shop no SmartPOS, com sua prateleira infinita; isso é, para mim, a confirmação de que estamos construindo algo que mexe com a lógica do mercado, não apenas com o meu ego empreendedor ou dos meus sócios. O que mais me gratifica é perceber que o que estamos criando democratiza acesso: o pequeno lojista passa a operar como um hub multimarcas, a indústria ganha capilaridade e o consumidor encontra mais opções sem precisar enxergar toda a inteligência que existe por trás. No fim, o mercado inteiro ganha com uma plataforma como a Figo.
Ao mesmo tempo, eu sei, talvez como nunca soube antes, que romantizar o recomeço é um atalho para a frustração. Por trás de cada capítulo inspirador da minha história existem noites em claro, negociações duras, decisões solitárias e a necessidade diária de sustentar uma visão que ainda não é óbvia para todo mundo. Nesta fase da Figo, resiliência, para mim, é continuar acreditando no modelo colaborativo mesmo quando a adoção é gradual e os números ainda não mostram todo o potencial do negócio. Resistência é suportar a pressão do caixa, os ajustes de produto, as dúvidas externas e internas, e ainda assim manter o time alinhado em torno de um único propósito: transformar o varejo físico em um grande marketplace vivo, integrado e sustentável. Recomeçar, mais uma vez, significa aceitar que o desconforto faz parte do processo e que os tropeços dessa fase são apenas matéria‑prima para os próximos acertos.
Dentro desse contexto, ficou ainda mais claro para mim que, em um projeto com a ambição da Figo, ter o investidor certo e alinhado ao propósito não é detalhe: pode ser um dos grandes acertos dessa jornada. Capital, neste momento, é oxigênio para acelerar tecnologia, integrar novos parceiros, estruturar a operação e, principalmente, sustentar o tempo necessário para que o modelo de marketplace físico ganhe escala. Mas eu já entendi que não se trata apenas de dinheiro: o investidor ideal precisa trazer validação estratégica, ampliar o alcance da tese, ajudar na abertura de portas em redes de varejo e potenciais indústrias e, sobretudo, ter a visão e a paciência de agregar em algo que ainda está em construção. Depois de ter vivido processos de aquisição por grandes grupos, essa relação, para mim, mudou de patamar: quero parceiros de longo prazo, construídos em transparência e alinhamento genuíno sobre o tamanho do sonho.
É justamente por tudo isso que eu enxergo a Figo como um capítulo diferente na minha vida empreendedora. A Figo nasce exatamente na interseção entre tudo o que eu acredito ser necessário para o varejo e algo importante que o varejo brasileiro precisa agora. Ao transformar lojas físicas em hubs multimarcas, integrando estoques de indústrias e lojistas com um marketplace embarcado no SmartPOS, dando acesso à prateleira infinita, ao split de pagamentos e à logística orquestrada, a plataforma passa a atacar problemas estruturais do mercado: ruptura, baixa produtividade por metro quadrado, falta de capital de giro e dificuldade de operar o omnichannel de verdade. A Figo está perfeitamente alinhada às tendências de crescimento dos marketplaces, da economia colaborativa e do varejo omnicanal em um Brasil que ainda tem um oceano de oportunidades para digitalizar o mundo físico. É por isso que eu enxergo este projeto como algo realmente único na minha trajetória: a Figo tem, de fato, a combinação rara de dor grande, solução escalável e timing certo para, com o apoio dos investidores certos e com a mesma coragem que sempre guiou meus recomeços, ter a chance real de se tornar um unicórnio brasileiro.
No fim do dia, investir na Figo, como eu e meus sócios decidimos fazer, é acreditar que o futuro do varejo brasileiro passa por inovação de verdade, capaz de resolver os problemas que, silenciosamente, atrapalham o dia a dia de muitos varejistas.






































































































































































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